Linguagem Motricidade Orofacial

Disartria e a Fonoaudiologia

Boa tarde pessoal!

Hoje trago para vocês uma das áreas de atuação da fonoaudiologia que poucos sabem o quanto podemos ajudar e contribuir na vida destes pacientes… a DISARTRIA!

A Disartria tem como definição a dificuldade de utilizar os músculos da fala, ou então, a fraqueza destes. Embora disartria pareça ser um problema de linguagem, na verdade trata-se de um problema motor. Pode ser causada por danos no tronco cerebral ou nas fibras nervosas que ligam a camada externa do cérebro (córtex cerebral) ao tronco cerebral.

Pessoas que têm disartria produzem sons que se aproximam ao real som das palavras, e na ordem correta. A fala pode apresentar-se ofegante, irregular, imprecisa e com tons monótonos ou de vibração, dependendo do local em que ocorreu o dano cerebral. Pelo fato da capacidade para compreender e usar a linguagem não ser afetada, a maioria das pessoas com disartria pode ler e escrever normalmente.

Entre as possíveis CAUSAS da disartria estão:

  • Acidente Vascular Cerebral;
  • Cirurgia ou fraqueza da língua;
  • Distrofia muscular;
  • Doença de Huntington;
  • Doença de Lyme;
  • Doença de Parkinson;
  • Doença de Wilson;
  • Esclerose lateral amiotrófica;
  • Esclerose múltipla;
  • Infecções;
  • Medicamentos, tais como narcóticos ou tranquilizantes que afetam o sistema nervoso central;
  • Miastenia grave;
  • Paralisia cerebral;
  • Paralisia de Bell;
  • Síndrome de Guillain-Barré;
  • Traumatismo cranioencefálico;
  • Tumor cerebral; entre outros.

Os sintomas da disartria podem variar pois dependem da causa e do local que foi afetado. Mas, alguns dos sinais e sintomas comumente apresentados são:

  • Fala arrastada;
  • Ritmo lento de fala;
  • Incapacidade de falar mais alto do que um sussurro;
  • Discurso muito rápido e difícil de entender;
  • Voz rouca;
  • Voz anasalada;
  • Ritmo irregular ou anormal de fala;
  • Fala monótona;
  • Dificuldade em mover a língua ou músculos faciais; entre outros.

Alguns especialistas que podem fazer o diagnóstico são o clínico geral, o fonoaudiólogo e o neurologista.

O fonoaudiólogo irá avaliar a gravidade da doença, por meio de pesquisas e análises da fala do paciente, bem como as funções de mover lábios, língua, músculos faciais e, também irá avaliar aspectos da qualidade de voz e respiração. O tratamento irá depender da causa, tipo e gravidade da disartria e, entre os objetivos da terapia fonoaudiológica para estes pacientes estão:

  • Retardar ou acelerar a velocidade da fala;
  • Melhorar a respiração para que a pessoa possa falar mais alto;
  • Fortalecer dos músculos da face e envolvidos na fala e na deglutição;
  • Melhorar os movimentos da língua e dos lábios;
  • Melhorar a produção dos sons da fala, de modo que elas fiquem mais claras;
  • Ensinar cuidadores, familiares e professores estratégias para melhorar a comunicação com o paciente;
  • Em casos graves, ensinar meios alternativos de comunicação (por exemplo gestos, placas com as letras do alfabeto ou equipamento eletrônico).

Como foi visto, trabalhar com um profissional da fonoaudiologia pode ajudar a melhorar as habilidades da fala e o entendimento por parte das outras pessoas que convivem com o paciente. Segundo a Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição, cerca de dois terços dos adultos com doença do sistema nervoso central aumentam suas habilidades de fala após a intervenção fonoaudiológica.

Se você conhece alguém que apresenta essa dificuldade procure um fonoaudiólogo!

Fonte: https://ericasitta.wordpress.com/2015/05/03/o-que-e-disartria/ (editado)

 

 

Deixe um comentário

Seja o Primeiro a Comentar!

Notify of
avatar
wpDiscuz